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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Setor audiovisual tem crescimento mais acelerado do que o conjunto da economia brasileira


Estudo da Agência Nacional do Cinema – ANCINE revela que o setor cresceu 65,8% em apenas sete anos
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A Agência Nacional de Cinema – ANCINE divulgou o Estudo sobre Valor Adicionado pelo Setor Audiovisual Brasileiroque comprova o vigor do crescimento do setor nos últimos anos. Entre os anos de 2007 e 2013 o valor adicionado pelo audiovisual teve um aumento real de 65,8%, o que equivale a uma expansão contínua de 8,8% ao ano, variação significativamente superior ao crescimento médio do valor adicionado pelo conjunto de todos os setores da economia brasileira.

O estudo foi apresentado pela diretora da Agência, Rosana Alcântara, durante palestra no Telas Fórum, congresso sobre o mercado de conteúdos audiovisuais, em São Paulo. “Em 2013, as atividades econômicas do setor audiovisual foram diretamente responsáveis por uma geração de renda de R$ 22,2 bilhões na economia. Em 2007, este valor era de apenas R$ 8,7 bilhões correntes”, explicou a diretora.

Por conta do seu crescimento acelerado, a contribuição do setor, que em 2007 representava 0,38% do valor adicionado total da economia, passou a representar 0,54% em 2013. “A participação do setor na economia está à frente, por exemplo, das indústrias têxtil e farmacêutica e da produção de produtos eletrônicos e de informática. O peso relativo do audiovisual na economia do País é cada vez maior e precisa ser levado em consideração”, avalia o diretor-presidente da ANCINE, Manoel Rangel.

Em relação à participação de cada segmento dentro do setor audiovisual, o estudo revela que a principal mudança se deu entre os segmentos de TV aberta e de TV fechada (programadoras e operadoras de TV por assinatura). Enquanto o primeiro teve queda na participação de 19,5 pontos percentuais no período de 2007 a 2013, o segundo cresceu 19,4 pontos percentuais.

O aumento no segmento da TV fechada se deu tanto entre as operadoras quanto entre as programadoras. A participação das operadoras, que era de 24,3% em 2007, passou para 37,5% em 2013. Já a atividade das programadoras teve participação de 12,2% na renda do setor audiovisual em 2013. Em 2007, esse valor era de apenas 6%.

Outro expressivo aumento foi na atividade de exibição cinematográfica, que praticamente dobrou sua participação, passando a representar 3% do total do valor adicionado do setor, em contraste com os 1,6% registrados em 2007.

Elaborado pela Secretaria Executiva da ANCINE, a pesquisa se baseou em dados apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  “Passaremos a atualizar anualmente os números do valor adicionado do audiovisual.Conseguiremos, dessa forma, visualizar o impacto do setor na economia e acompanhar seu desempenho”, explica Rosana Alcântara.

O estudo considerou como integrantes do setor audiovisual onze atividades econômicas classificadas segundo a Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE versão 2.0:

Atividades de produção cinematográfica, de vídeos e de programas de televisão – 59.11-1;
Atividades de pós-produção cinematográfica, de vídeos e de programas de televisão – 59.12-0;
Distribuição cinematográfica, de vídeos e de programas de televisão – 59.13-8;
Atividades de exibição cinematográfica – 59.14-6;
Atividades de televisão aberta – 60.21-7;
Programadoras e atividades relacionadas à televisão por assinatura – 60.22-5;
Operadoras de televisão por assinatura por cabo – 61.41-8;
Operadoras de televisão por assinatura por micro-ondas – 61.42-6;
Operadoras de televisão por assinatura por satélite – 61.43-4;
Aluguel de fitas de vídeo, DVDs e similares – 77.22-5;
Comércio varejista de discos, CD’s, DVDs e fitas – 47.62-8.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) calcula sistematicamente o Valor Adicionado dos diversos setores que integram a economia do país por meio de pesquisas setoriais — Pesquisa Anual de Serviços (PAS), Pesquisa Anual de Comércio (PAC) e Pesquisa Industrial Anual (PIA) — e por meio do Sistema de Contas Nacionais. O universo dos dados utilizados nas pesquisas refere-se a empresas com 20 ou mais pessoas empregadas.

O valor adicionado mede a relevância econômica do setor, e o seu acompanhamento permite a realização de análises sobre a sua evolução ao longo do tempo, assim como comparações com outros setores e com outros países.  O Produto Interno Bruto (PIB) a preços básicos corresponde ao somatório dos valores adicionados pelas diversas atividades econômicas realizadas em território nacional.

Fonte: Ancine

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Dinheiro para cultura é muito concentrado, diz secretário do MinC

LUIZA FRANCO


(Minstério da Cultura), Carlos Paiva, acha que o financiamento da cultura no Brasil está excessivamente concentrado nas cidades do Rio e São Paulo.
Além disso, diz Paiva, a Lei Rouanet, principal ferramenta de fomento hoje, foi mal-sucedida em fazer as empresas investirem —conseguiu apenas que elas investissem via incentivo fiscal.
Paiva participou, na manhã desta quarta (11), da DMX (Digital Music Experience), primeira conferência sobre música digital do país, que acontece no Rio.
Janine Moraes/Divulgação
O secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do MinC (Minstério da Cultura), Carlos Paiva
O secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do MinC (Minstério da Cultura), Carlos Paiva
Segundo ele, em 2014, 95% do investimento foi via incentivo fiscal e 5%, dinheiro próprio das empresas.
"O último ano em que a lei alavancou recursos brutos foi 1997 —R$139 milhões", afirmou.
Para ele, o modelo atual tem sucesso, pois viabiliza projetos que requerem grande volume de recursos, mas concentra excessivamente os recursos em poucas regiões.
"Tudo o que as regiões Sul, Centro-Oeste, Norte e Nordeste arrecadaram em toda a história da lei, desde 1991, equivale quase ao que a região Sudeste arrecadou em 2014", afirmou. 

Fonte: Folha de São Paulo

Adece institui Câmara Setorial Automotiva


Qui, 12 de Novembro de 2015 11:37
RTS1555O presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Ferruccio Feitosa, lançou, na tarde desta quarta-feira (11), a Câmara Setorial da Cadeia Automotiva  (CS Automotiva). O órgão consultivo nasce com a finalidade de propor, apoiar e acompanhar projetos e ações visando o desenvolvimento sustentável do setor automotivo do Ceará.

"Tendo conhecimento da grandeza do setor em questão para a economia do Estado, que representa 5,7% do PIB nacional e emprega mais de 400 mil pessoas em todo o País, criamos a câmara. O setor automotivo exerce um importante papel no desenvolvimento do Estado do Ceará, por isso enxergamos a necessidade da criação da CSRTS1621Automotiva. As câmaras setoriais têm um papel relevante, pois representam a possibilidade de diálogo direto entre o setor, governantes e órgãos", destacou Ferruccio.

No primeiro encontro, realizado no auditório da Adece, os presentes elegeram um trio de representantes para dar início às ações da câmara. Cristiano Antero Mendonça, representante do Sindicato dos Revendedores de Veículos Automotores do Estado do Ceará (Sindivel), foi eleito o presidente. Como primeiro e segundo secretários foram escolhidos Fernando Pontes, da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), e Ranieri Palmeira Leitão, do Sistema Sincopeças/Assopeças.

"Acreditamos que a CS Automotiva dará muitos bons frutos. A criação dela representa um marco para o segmento automotivo. Não tínhamos acesso a inúmeros órgãos e essa união veio para somar. Teremos muito trabalho pela frente, mas vamos interagir e procurar a melhor maneira de resolver os gargalos e desafios propondo ações para o desenvolvimento do setor, que é tão importante para a economia do Estado", concluiu Cristiano.

A câmara foi inicialmente formada por 12 representantes das entidades privadas envolvidas com o setor, das organizações não governamentais e órgãos públicos e privados relacionados com a cadeia produtiva em pauta. São elas: Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece); Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece); Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC); Câmara Municipal de Fortaleza; Departamento Estadual de Trânsito (Detran/CE); Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec); Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio); Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave-CE); Sindicato dos Revendedores de Veículos Automotores do Ceará Sindivel (Sindivel-CE); Secretária Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma); Sistema Sincopeças-Ce/Assopeças-CE; e Assembleia Legislativa do Estado do Ceará.


Câmaras Setoriais

Um total de 24 câmaras estão em funcionamento atualmente no Ceará, sendo 22 Setoriais, com 10 voltadas para o setor do agronegócio, e 2 temáticas. No dia 20 de outubro a Adece instaurou a Câmara Temática de Comércio Exterior e Investimentos Estrangeiros (CT Exporta Ceará), composta por 26 entidades.


Fotos: Thiago Stille / Casa Civil




12.11.2015


Ana Beatriz Sugette
Assessora de Imprensa - Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece)
Telefone: (85) 3457-3330 / 98878-2018
www.adece.ce.gov.br
Twitter: twitter.com/adececeara
Facebook: facebook.com/adececeara


Ciro Câmara
Gestor de Célula / Secretarias


Coordenadoria de Imprensa do Governo do Estado
Casa Civil
comunicacao@casacivil.ce.gov.br     / (85) 3466.4898

Fonte: ADECE

Programa Brasil de Todas as Telas lança chamada pública de investimento em longas-metragens

11/11/2015 10:53

PRODECINE 01/2015 investirá R$ 40 milhões em produções independentes de ficção, animação e documentário

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A ANCINE e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE)anunciam a publicação da Chamada PúblicaPRODECINE 01/2015 do Programa Brasil deTodas as Telas – Ano 2. O edital oferece recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) para o aporte na produção de longas-metragens brasileiros independentes de ficção, animação ou documentário com destinação inicial para as salas de exibição. O prazo de inscrições se inicia nesta quinta,  12 de novembro, e vai até o dia 28 de dezembro.

Nesta nova edição da chamada pública, o valor disponibilizado aumentou de R$ 30 milhões para R$ 40 milhões, prevendo a destinação de, no mínimo, 30% (trinta por cento) dos recursos disponíveis para projetos audiovisuais de produtoras independentes localizadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e, no mínimo, 10% (dez por cento) para projetos audiovisuais de produtoras independentes localizadas na região Sul ou nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, de forma a atender o comando legal de regionalização dos investimentos.

Desde a sua primeira edição, em 2008, a Chamada Pública PRODECINE 01 já beneficiou um total de 190 longas-metragens, dos mais diversos gêneros. Entre os filmes produzidos com apoio do FSA estão “Faroeste Caboclo”, de René Sampaio; “Linda de Morrer”, de Cris D’Amato; “Serra Pelada", de Heitor Dhalia; “Tatuagem”, de Hilton Lacerda; “O menino e o mundo”, premiada animação de Alê Abreu; “Hoje eu quero voltar sozinho”, de Daniel Ribeiro, e o drama inédito e já premiado “Nise da Silveira – O coração da loucura”, de Roberto Berliner.

Os interessados devem preencher e finalizar a inscrição eletrônica disponível no site do BRDE e apresentar os documentos previstos no Anexo I da Chamada Pública. O prazo para a finalização do formulário eletrônico no sistema se encerra às 18h do dia 28 de dezembro. Clique aqui e acesse aChamada Pública PRODECINE 01/2015. É recomendada ainda a leitura do Regulamento Geral do PRODAV.

Saiba mais sobre o Programa Brasil de Todas as Telas

Programa Brasil de Todas as Telas, lançado em julho de 2014, pela presidenta Dilma Rousseff, foi moldado para atuar na expansão do mercado e na universalização do acesso às obras audiovisuais brasileiras. O Programa, uma ampla ação governamental que visa transformar o País em um centro relevante de produção e programação de conteúdos audiovisuais, foi formulado pela ANCINE em parceria com o MinC, e com a colaboração do setor audiovisual por meio de seus representantes no Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual - FSA

O resultado do primeiro ano do Programa superou as metas estabelecidas. Foram 306 longas- metragens e 433 séries ou telefilmes apoiados. A aposta no investimento em desenvolvimento de projetos também foi bem sucedida, rendendo a estruturação de 55 núcleos criativos em todas as regiões do país, e projetando o desenvolvimento de 620 projetos. 

Programa Brasil de Todas as Telas – Ano 2 foi lançado no dia 1º de outubro, no Rio de Janeiro, em cerimônia com a presença do Ministro da Cultura, Juca Ferreira, garantindo a continuidade de uma política pública vigorosa para o audiovisual brasileiro.

Fonte: Ancine